Mobilidade elétrica, infraestrutura, energias renováveis e políticas públicas que ajudem a frear as mudanças climáticas. Para o ano de 2024, prevê-se uma grande demanda por perfis especialistas no mercado de energia que possam desenvolver soluções, por meio de pesquisa e tecnologia.
Exemplo disso é que, para atingir a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), o setor de mobilidade elétrica necessita dobrar a quantidade de empregos diretos entre 2020 e 2030.
Para o Ministério de Minas e Energia (MME), há quatro áreas cruciais que vão demandar profissionais capacitados para o desenvolvimento da digitalização no setor energético:
- Geração de energias renováveis
- Redes inteligentes de transmissão e distribuição
- Mobilidade elétrica
- Eficiência energética
O MME também publicou o estudo “Profissões do Futuro na Área de Energia e Implicações para a Formação Profissional”, que traz o panorama do atual cenário de qualificação profissional para o setor elétrico.
De acordo com a Agência Internacional de Energia, a demanda por profissionais qualificados na área de energias renováveis está em alta. Aproximadamente 36% dos empregos nesse setor são ocupados por indivíduos altamente qualificados, em contraste com os 27% observados em outros segmentos.
Com esses números, a empregabilidade no setor de energia renovável ultrapassou a de combustíveis fósseis em 2021.
Todavia, ainda há escassez desses profissionais no mercado.
Futuro profissional no mercado de energia
As empresas do mercado de energia demandam mão de obra especializada, profissionais atualizados, capacitados em tecnologias e voltados para a descarbonização e os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Segundo Luiz Felipe Toledo, coordenador do Mestrado Profissional do Lactec, um dos maiores centros privados de pesquisa, tecnologia e inovação do país, “a rápida evolução tecnológica, impulsionada por áreas como Inteligência Artificial, energias renováveis e cibersegurança, tornou a necessidade de atualização e qualificação dos profissionais mais crítica do que nunca.”
Toledo ainda destaca a alta competitividade, a necessidade de resolução de problemas complexos e a adaptação a novos modelos de negócio, como vetores para a busca de um programa de mestrado.
“Além disso, é comum ter profissionais que optam pelo mestrado profissional como meio de fazer uma transição para um setor específico da indústria ou para explorar novas áreas de interesse dentro do campo da energia. O networking também é atrativo porque proporciona oportunidades de expandir a rede de contatos e é relevante para nossos alunos”, completa o coordenador.
Como se capacitar
As empresas passarão a investir cada vez mais em formação especializada, entendendo que desenvolvimento profissional é crucial para o negócio.
As corporações podem financiar programas educacionais e treinamentos para otimizar o desempenho de seus colaboradores (upskilling) ou reajustá-los em um novo posto de trabalho (reskilling).
As certificações em novas tecnologias são eficazes para combater a defasagem e garantir o protagonismo dos especialistas.
O Future Grid – Centro de Competência Embrapii Lactec em Smart Grid e Eletromobilidade, que abrirá suas portas no primeiro trimestre de 2024, irá oferecer um programa para capacitação de profissionais, com foco em competência científica e tecnológica por meio de pesquisas. Trata-se de um importante movimento para a indústria avançar em tecnologias disruptivas.
E além das hard skills, ou habilidades técnicas, as soft skills são cada vez mais valorizadas. Entre as habilidades comportamentais – relacionadas a maneira como o profissional lida com o outro e consigo mesmo em diferentes situações – as mais destacadas pelas empresas são:
- Pensamento crítico e inovador
- Criatividade
- Iniciativa
- Liderança e a influência social
- Flexibilidade e agilidade
- Capacidade de adaptação
- Resolução de problemas
Nesse contexto, profissionais que somam as habilidades técnicas e comportamentais que trouxemos nesse artigo, chegarão na frente na corrida de oportunidades do mercado de energia.
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