O panorama da energia solar no Brasil está atravessando um período histórico. Em março de 2024, o país alcançou um marco significativo: 40 gigawatts (GW) de potência instalada operacional proveniente da fonte solar fotovoltaica, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica (Absolar).
Além disso, o Brasil tem se destacado internacionalmente, figurando entre os 10 principais países líderes em geração solar fotovoltaica e atualmente ocupando a 8ª posição, de acordo com a Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena).
A consultoria Wood Mackenzie projeta que o Brasil alcance a 5ª posição até 2032, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos, Índia e Alemanha. A energia fotovoltaica brilha fortemente em terras brasileiras devido a uma série de fatores destacados no infográfico abaixo.
O papel do Mercado Livre de Energia
O Mercado Live de Energia (MLE) é um ambiente onde consumidores de média e alta tensão escolhem a geradora ou comercializadora de energia que desejam, e negociam diretamente com elas preço, prazo, volume e forma de pagamento.
Essa autonomia oferece aos consumidores melhores preços e os liberta do modelo cativo com tarifas reguladas.
A abertura do Mercado Livre de Energia (MLE) para todos os consumidores do Grupo A sem restrição de demanda, em 1º de janeiro de 2024, impulsionou significativamente a geração de energia solar no Brasil. Será ainda mais catalisadora com a abertura total, incluindo baixa tensão.
Pesquisas sobre geração de energia solar
O potencial energético da energia solar no Brasil é inegável. Para aproveitar os benefícios dessa fonte renovável, o Lactec, um dos maiores centros privados de pesquisa, tecnologia e inovação do país, contribui com estudos e desenvolvimento de soluções escaláveis.
Na região Sul do país, a primeira usina fotovoltaica flutuante a entrar em operação em reservatório de usina hidrelétrica integra um projeto coordenado pelo Lactec, no âmbito do Programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Instalado no reservatório na Usina Hidrelétrica (UHE) Santa Clara (120 MW), no Sudoeste do Paraná, o empreendimento pertence à Elejor, Sociedade de Propósito Específico (SPE), na qual a Copel é sócia majoritária.
A pesquisa do Lactec avaliou o desempenho da geração solar no reservatório e elencou desafios técnicos, potencial e vantagens da usina fotovoltaica flutuante. Saiba mais!

Por fim, outro projeto de pesquisa e desenvolvimento que merece atenção é o Ilumina Pantanal, parceria do Lactec com a Energisa, que levou energia para regiões mais isoladas do Pantanal.
Trata-se de um sistema de fornecimento de energia por meio de sistemas individuais de geração solar fotovoltaica e armazenamento da energia excedente em baterias de lítio. A pesquisa realizada pelo Lactec apontou a solução mais viável em relação aos aspectos técnicos, ambientais e econômicos.

Agora, comunidades isoladas contam com energia elétrica 24 horas como nunca tiveram.
O crescimento da energia solar no Brasil não apenas representa uma oportunidade para a transição energética, mas também é um indicador do potencial de desenvolvimento sustentável do país.
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